Destrutivo, violento, irracional. Ás vezes...
O conflito é um fenomeno subjetivo, muitas vezes inconsciente ou de difícil percepção. Surge quando há a necessidade de escolha entre situações consideradas incompatíveis. Um choque de motivos, ou informações, desencontradas.
As situações de conflito são antagonicas e perturbam a ação ou a tomada de decisão por parte da pessoa ou de grupos. Ainda assim, externamente, o conflito é sinal de vitalidade, motivação e criatividade.
Internamente, convergem forças de sentidos opostos e igual intensidade (os impulsos de separação, individualidade e autonomia e os impulsos de integração, comunhão e submissão, p.e.), por duas valências positivas, mas opostas, ou duas valências negativas.
Uma mesma ação pode ainda sofrer forças, uma positiva e outra negativa, ambas na mesma direção, escolhas que produzem algo que nos gratifica, mas também outro tanto que nos molesta.
Diante de um fato, podemos desejá-lo ou rejeitá-lo, fica na nossa vontade, na nossa liberdade. Mas quantas vezes abstemo-nos da vontade, suspendemos o nosso juízo.
Uma escolha severamente limitada ou artificialmente restrita leva ao desconforto com a opção selecionada e possivelmente a um resultado insatisfatório, mantendo o desequilibrio. Mas demasiadamente ampla, leva a confusão, indiferença.
Convido-te ao selvagem e ao incerto. Escolhe.
sexta-feira, 30 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Arrebatamento
Prende, encanta.
Num estado emocional de arrebatamento intimo; embevecidos, assombrados, enlevados...
Trata-se de maravilha, magia, feitiço!
Fácil, e traiçoeiro.
Atrai, nada nos causa repulsa; o que fazer? Como destinguir?
Depois, quando (e se) passa, já são muitas as agruras que abrimos, em nós e naqueles que partilharam o mesmo extase. E na consequência, não há ninguém para quem chorar, nenhum sítio onde chamar casa.
Haverá outra forma de gerir o impulso, quando nos carrega, nos atordoa a racionalidade?
Num estado emocional de arrebatamento intimo; embevecidos, assombrados, enlevados...
Trata-se de maravilha, magia, feitiço!
Fácil, e traiçoeiro.
Atrai, nada nos causa repulsa; o que fazer? Como destinguir?
Depois, quando (e se) passa, já são muitas as agruras que abrimos, em nós e naqueles que partilharam o mesmo extase. E na consequência, não há ninguém para quem chorar, nenhum sítio onde chamar casa.
Haverá outra forma de gerir o impulso, quando nos carrega, nos atordoa a racionalidade?
domingo, 11 de março de 2012
À espera não sei de quê
"Essa miúda é uma feiticeira,
prende-te a mente e põe-se a falar..
E tu bem tentas compreendê-la,
mas o que sai da sua boca
não parece condizer com o que ela
te diz com o olhar." JP
São meus iguais os que observo num rasgo, fugaz, de humanidade.
Outros usam da sua humanidade, para justificar as fraquezas, e desmesuradamente os atos.
Raro alguém que me toque no íntimo, no profundo, com a sagacidade em questão.
Revejo e reconto as minhas estórias passadas, futuras e paralelas, onde me reconheço com uma facilidade atroz. Dá medo, dá para incendiar toda a energia, ou para ficar absolutamente imóvel...
Talvez me ensine a partir, nalguma noite triste. Para já, fico.
prende-te a mente e põe-se a falar..
E tu bem tentas compreendê-la,
mas o que sai da sua boca
não parece condizer com o que ela
te diz com o olhar." JP
São meus iguais os que observo num rasgo, fugaz, de humanidade.
Outros usam da sua humanidade, para justificar as fraquezas, e desmesuradamente os atos.
Raro alguém que me toque no íntimo, no profundo, com a sagacidade em questão.
Revejo e reconto as minhas estórias passadas, futuras e paralelas, onde me reconheço com uma facilidade atroz. Dá medo, dá para incendiar toda a energia, ou para ficar absolutamente imóvel...
Talvez me ensine a partir, nalguma noite triste. Para já, fico.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Perdido no espaço-tempo
Grosso, egoista, pedante e prepotente.
Nada entra na minha bolha, sintese dos escolhos trilhados em solidão interna. Afasta.
Por quantos magoei à custa do meu desconhecido.
Não há nada aqui, mas o que há é meu.
Nada entra na minha bolha, sintese dos escolhos trilhados em solidão interna. Afasta.
Por quantos magoei à custa do meu desconhecido.
Não há nada aqui, mas o que há é meu.
Música de Filme
Algures, todos nos sentimos desconfortáveis. A meia do elastico frouxo que insiste em se enrolar no pé, ou, para as senhoras, as seis horas em cima do salto... Nesse lugar, algo não está bem e, embora possamos inumerar a razão para o sentirmos, nem podemos afirmar porque a situação nos é tão desagradável.
O desconforto não é apenas a negação do dito. É uma ofensa ao ânimo. Prende-se que nada que façamos nos retira da experiencia de desconsolo e desalento, por muito que se puxe a meio do elástico frouxo para o devido lugar, ou atiremos fora os sapatos de salto...
O desconforto continua solto no mundo.
Fujo a tudo que me causa desconforto, angústia, sofrimento porque não sei lidar com eles. Ofende a minha integridade, desbarata a sensatez, expõe a fragilidade. Tudo rebate então no peito, seja por fora ou por dentro, aprisionando o sofrimento para lá de mim; ou para cá de mim... Perda, fracasso e morte.
Levamos muitas coisas pela vida fora; resolvemos tristeza, frio, fome, raiva... Dentro de nós o conflito, o fogo o barulho e a noite, e o desconforto continua solto no mundo.
O desconforto não é apenas a negação do dito. É uma ofensa ao ânimo. Prende-se que nada que façamos nos retira da experiencia de desconsolo e desalento, por muito que se puxe a meio do elástico frouxo para o devido lugar, ou atiremos fora os sapatos de salto...
O desconforto continua solto no mundo.
Fujo a tudo que me causa desconforto, angústia, sofrimento porque não sei lidar com eles. Ofende a minha integridade, desbarata a sensatez, expõe a fragilidade. Tudo rebate então no peito, seja por fora ou por dentro, aprisionando o sofrimento para lá de mim; ou para cá de mim... Perda, fracasso e morte.
Levamos muitas coisas pela vida fora; resolvemos tristeza, frio, fome, raiva... Dentro de nós o conflito, o fogo o barulho e a noite, e o desconforto continua solto no mundo.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Retorno à Inocência
2012 trouxe-nos, bem, não nos trouxe nada. Retirou-nos (à maioria de nós) alguma capacidade económica.
A desesperança alastrou-se mesmo aos mais optimistas, e é esta falta de visão e confiança no futuro que moi e angustia cada um de nós, toda uma geração vergada à negação dos seus sonhos e das suas capacidades.
O dinheiro, linguagem habitual do mundo, deixou para muitos de ser a forma de obter gratificação, pela sua escassês, por uma distribuição de riqueza que os desfavorece.
Não que o dinheiro tenha desaparecido, não que a linguagem universal tenha mudado, não que a maior preocupação se tenha alterado. Apenas, está nas mãos que melhor o conhecem, que melhor o entendem, e que dele menos precisam.
Eu entendo, e até balbucio umas coisas nesta linguagem, mas não é a primeira, a habitual, a materna. Andamos tão ocupados com esta, que nos esquecemos de falar na forma primordial, naquela que nos gratifica, acolhe e protege.
Então, re-olho para as suas dimensões, busco a oportunidade entre a dificuldade. Desejo e tenho esperança na redescoberta do que nos faz felizes, humanos, e do que nos esquece-mos com frequência.
Não precisamos do metal, do papel; que se torne evidente que na nossa meninice, não nos fez falta para correr, brincar e sorrir! Encontrar a felicidade no sorriso de quem se quer, no calor do companheirismo, da amizade e do enamoramento.
Nessa altura, a linguagem que compreendiamos era apenas a do afecto. Compreendiamos quando viamos tristeza, quando celebravamos realmente, quando nos emocionavamos intensamente. Desaprendemos?
O que é de mais básico, de mais visceral, intrinseco, passa a ser secundario, banal, ignorável?
Inserimos o cepticismo, a lógica, a responsabilidade e principalmente a dependência. Para nos tornar-mos aceitáveis, para vegetar-mos... É inacreditável!
Ai! como advogo o regresso à linguagem do afecto! Aquela em que hoje somos tão incompetentes...
Agarro a oportunidade para me envolver comigo e com os outros, pois do que careço é dos que me são iguais, o que me faz realmente falta é a linguagem perdida.
Quero regressar ao belo, ao mágico, ao milagre... à inocência.
A desesperança alastrou-se mesmo aos mais optimistas, e é esta falta de visão e confiança no futuro que moi e angustia cada um de nós, toda uma geração vergada à negação dos seus sonhos e das suas capacidades.
O dinheiro, linguagem habitual do mundo, deixou para muitos de ser a forma de obter gratificação, pela sua escassês, por uma distribuição de riqueza que os desfavorece.
Não que o dinheiro tenha desaparecido, não que a linguagem universal tenha mudado, não que a maior preocupação se tenha alterado. Apenas, está nas mãos que melhor o conhecem, que melhor o entendem, e que dele menos precisam.
Eu entendo, e até balbucio umas coisas nesta linguagem, mas não é a primeira, a habitual, a materna. Andamos tão ocupados com esta, que nos esquecemos de falar na forma primordial, naquela que nos gratifica, acolhe e protege.
Então, re-olho para as suas dimensões, busco a oportunidade entre a dificuldade. Desejo e tenho esperança na redescoberta do que nos faz felizes, humanos, e do que nos esquece-mos com frequência.
Não precisamos do metal, do papel; que se torne evidente que na nossa meninice, não nos fez falta para correr, brincar e sorrir! Encontrar a felicidade no sorriso de quem se quer, no calor do companheirismo, da amizade e do enamoramento.
Nessa altura, a linguagem que compreendiamos era apenas a do afecto. Compreendiamos quando viamos tristeza, quando celebravamos realmente, quando nos emocionavamos intensamente. Desaprendemos?
O que é de mais básico, de mais visceral, intrinseco, passa a ser secundario, banal, ignorável?
Inserimos o cepticismo, a lógica, a responsabilidade e principalmente a dependência. Para nos tornar-mos aceitáveis, para vegetar-mos... É inacreditável!
Ai! como advogo o regresso à linguagem do afecto! Aquela em que hoje somos tão incompetentes...
Agarro a oportunidade para me envolver comigo e com os outros, pois do que careço é dos que me são iguais, o que me faz realmente falta é a linguagem perdida.
Quero regressar ao belo, ao mágico, ao milagre... à inocência.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Emoção
É um impulso neuronal que move um organismo para a ação, ou seja, é algo que vem do cérebro e que te leva a fazer merda.
Existe vários tipos de emoção, cada uma com um efeito diferente sobre a sua vítima, mas no fundo são apenas formas diferentes de levar uma pessoa a ser idiota e cometer atos moralmente questionáveis.
Entre elas, e das que tornam as pessoas mais idiotas estão o amor e a paixão.
O tão famigerado amor é a emoção mais conhecida pelos humanos e a que gera mais lucros também... apesar de ser uma emoção recente, criada no ínicio do século XX, veio permitir dar beijos na boca durante o sexo, coisa que as prostitutas nunca permitiram.
A paixão é muito parecida. É uma versão mais intensa e mais retardada do amor, sendo que muitas vezes obriga o indíviduo a fazer idiotices em favor de uma outra pessoa, ainda que muitas dessas idiotices nunca levem a nada e tendam a causar problemas, conflitos...
Ao contrário do amor, a paixão não tem nenhuma função útil conhecida, o que me leva a concluir, sem sombra de dúvidas que a paixão é a emoção mais idiota entre todas...
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