Caminhamos através de um mundo inteiramente indiferente ao nosso bem estar, em direção à decrepitude e à certeza da morte. Carregamos com peso, dor, mágoa as emoções correspondentes a experiências negativas, qualquer destas na sua aversão, incluindo a subjectiva, geram sofrimento.
Há ainda quem o use como forma de redenção. Mortificando, penitenciando, expiando por motivo sobrenaturais, através de sacrifício, na procura de reparar as faltas passadas. Santifica-se, beatifica-se, deseja sentir o inferno para se regozijar no paraiso...
Como se fosse realmente possível reparar na exaustão um feedback negativo com outro positivo.
Por mim, de pouco serve. Convivia melhor com a raiva que pelo menos serve para alguma coisa.
E insultar é mais catártico que carpir.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Desenquadrado
Viveu Prometeu como um desafiante inferior à omnipotência de Zeus.
Titã, por vezes esquecido, mas em Atenas elevado à condição de semi-deus, por ter à sua responsabilidade as caracteristicas dos homens, por roubar o fogo divino.
Figura mítica, que serve para demonstrar a mistura do bem e do mal que existe na vida humana, o hábil por uns elevado aos deuses, e pelos deuses desprezado entre os homens.
Foi turturado por Zeus, mas nunca o venerou. Esquecido pelos humanos a quem a origem e o futuro devem.
Por vezes forte, bom, capaz. Outras fraco, ruim e vulnerável.
Um homem, um titã, e um deus menor.
Titã, por vezes esquecido, mas em Atenas elevado à condição de semi-deus, por ter à sua responsabilidade as caracteristicas dos homens, por roubar o fogo divino.
Figura mítica, que serve para demonstrar a mistura do bem e do mal que existe na vida humana, o hábil por uns elevado aos deuses, e pelos deuses desprezado entre os homens.
Foi turturado por Zeus, mas nunca o venerou. Esquecido pelos humanos a quem a origem e o futuro devem.
Por vezes forte, bom, capaz. Outras fraco, ruim e vulnerável.
Um homem, um titã, e um deus menor.
"Encobre o teu Céu ó Zeus
com nebuloso véu e,
semelhante ao jovem que gosta
de recolher cardos
retira-te para os altos do carvalho ereto
Mas deixa que eu desfrute a Terra,
que é minha, tanto quanto esta cabana
que habito e que não é obra tua
e também minha lareira que,
quando arde, sua labareda me doura.
Tu me invejas!
(...)
Eu honrar a ti? Por quê?
Livraste a carga do abatido?
Enxugaste por acaso a lágrima do triste?
(...)
Por acaso imaginaste, num delírio,
que eu iria odiar a vida e retirar-me para o ermo
por alguns dos meus sonhos se haverem
frustrado?
Pois não: aqui me tens
e homens farei segundo minha própria imagem:
homens que logo serão meus iguais
que irão padecer e chorar, gozar e sofrer
e, mesmo que sejam parias,
não se renderão a ti como eu fiz" G
domingo, 17 de junho de 2012
Recuso
Achei que podia aceitar.
Não é meu. Abdicar das convicções e dos sonhos é mais agreste que as ofensas externas.
Achei que poderia relevar o que me ofende, mas recuso que no dia da morte me arrependa de não ter sido eu, de ter deixado outros escolher o meu caminho.
Não pode ser.
Não é meu. Abdicar das convicções e dos sonhos é mais agreste que as ofensas externas.
Achei que poderia relevar o que me ofende, mas recuso que no dia da morte me arrependa de não ter sido eu, de ter deixado outros escolher o meu caminho.
Não pode ser.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Três Golpes no Romantismo
Abnegação é palavra que nunca se tornou verbo conjugado na primeira pessoa.
Fazê-lo por imposição, por não vislumbrar alternativa, é o mesmo que desistir nestes olhos.
Porém, o sucesso, é o que os outros nos dão, é o mundo que nos atira. O reconhecimento dos outros.
O mundo dá-nos o que quer, o que lhe apetece, não o que desejámos ou pensamos merecer ou ser capazes.
Como é que um enorme ego, cujo sentimento de controlo é interno, se enquadra em tudo isto?
Este locus controlo seria uma vantagem para ultrapassar as adversidades, pensar que algo está à nossa mão de solucionar. Que os eventos resultam das suas ações.
Acabou a idealização de mim próprio e dos outros.
Embora pareça ser uma solução para evitar as adversidades, a inteligência social não é o meu forte.
Sinto o lugar de controlo a deslocar-se de mim para fora. O mundo pode oferecer-me luxo, ou lixo, de forma independente da minha vontade.
O que vier, aceita-se.
Fazê-lo por imposição, por não vislumbrar alternativa, é o mesmo que desistir nestes olhos.
Porém, o sucesso, é o que os outros nos dão, é o mundo que nos atira. O reconhecimento dos outros.
O mundo dá-nos o que quer, o que lhe apetece, não o que desejámos ou pensamos merecer ou ser capazes.
Como é que um enorme ego, cujo sentimento de controlo é interno, se enquadra em tudo isto?
Este locus controlo seria uma vantagem para ultrapassar as adversidades, pensar que algo está à nossa mão de solucionar. Que os eventos resultam das suas ações.
Acabou a idealização de mim próprio e dos outros.
Embora pareça ser uma solução para evitar as adversidades, a inteligência social não é o meu forte.
Sinto o lugar de controlo a deslocar-se de mim para fora. O mundo pode oferecer-me luxo, ou lixo, de forma independente da minha vontade.
O que vier, aceita-se.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Grito
Nasceu de nove meses e parto dificil.
Tava com dificuldade em sair do conforto, presumo, e enfrentar o desconhecido. Ou então o choque com a realidade. É, é mais a segunda.
No momento em que se resignou a sair, por vontade e por necessidade, nem havia mais por onde encontrar espaço; esticou-se e gritou, tentou abraçar o mundo, mas mesmo já chorando e respirando, não escapou ao sopapo no rabo.
Até porque sopapos é coisa que está entranhada. A dada altura pode até não fazer sentido, mas o sopapo vai na frente, pelo sim e pelo não.
Aliás, NÃO, é palavra bem mais dificil, se bem que podia aliviar à partida quase todos os bebés chorões, giros e galantes que se aproximam seduzindo e requerendo o afecto, que no caso não retribuem.
Um NÃO bem redondo, bem redondo e bem desenhado claro está, serviria para clarificar, e também para afastar o indesejável. Seria a premissa da triagem. Dando o sopapo apenas aos que não berrem.
Parece-me pervertido desde o berço.
E claro está que nem por um pouco falei de um parto real, daqueles com mães e bebés e tudo...
Berro, e venham daí os sopapos. Os muros para escalar. Quantas vezes não são os meus próprios.
Tava com dificuldade em sair do conforto, presumo, e enfrentar o desconhecido. Ou então o choque com a realidade. É, é mais a segunda.
No momento em que se resignou a sair, por vontade e por necessidade, nem havia mais por onde encontrar espaço; esticou-se e gritou, tentou abraçar o mundo, mas mesmo já chorando e respirando, não escapou ao sopapo no rabo.
Até porque sopapos é coisa que está entranhada. A dada altura pode até não fazer sentido, mas o sopapo vai na frente, pelo sim e pelo não.
Aliás, NÃO, é palavra bem mais dificil, se bem que podia aliviar à partida quase todos os bebés chorões, giros e galantes que se aproximam seduzindo e requerendo o afecto, que no caso não retribuem.
Um NÃO bem redondo, bem redondo e bem desenhado claro está, serviria para clarificar, e também para afastar o indesejável. Seria a premissa da triagem. Dando o sopapo apenas aos que não berrem.
Parece-me pervertido desde o berço.
E claro está que nem por um pouco falei de um parto real, daqueles com mães e bebés e tudo...
Berro, e venham daí os sopapos. Os muros para escalar. Quantas vezes não são os meus próprios.
domingo, 6 de maio de 2012
Embaraço
O momento é sempre o mais despropositado. Quando definitivamente não queremos o embaraço, é quando o silêncio assambarca a situação. Nem sei como, nem porquê o desconforto, mas acaba-me o assunto.
Fito a maravilha, o espanto, toda a graça, perco a compustura. Fico passivo, distante, tentando disfarçar o semblante, tímido quando de ti estou junto. Podia escolher qualquer outra altura, outra situação qualquer... Mas é aí que me acaba o assunto.
Por certo parece incrível, que passe tamanho preparo...
Talvez esconda o bastante, para que o embaraço não se instale definitivamente. Na ânsia que me embala, contigo mais que muito, disparo qualquer triavilidade, alguma estupidez e banalidade porque me fazes perder o assunto.
Podia dizer o que sou, o que quero, o que desejo. Elevar-te ao pedestal em que te vejo. Não sou capaz, emudeço. Tanto por dizer, tanto por falar, fica na minha cabeça a engasgar, oprime o folgo, fecha-me a porta e acaba-me o assunto.
"Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?" SG
Fito a maravilha, o espanto, toda a graça, perco a compustura. Fico passivo, distante, tentando disfarçar o semblante, tímido quando de ti estou junto. Podia escolher qualquer outra altura, outra situação qualquer... Mas é aí que me acaba o assunto.
Por certo parece incrível, que passe tamanho preparo...
Talvez esconda o bastante, para que o embaraço não se instale definitivamente. Na ânsia que me embala, contigo mais que muito, disparo qualquer triavilidade, alguma estupidez e banalidade porque me fazes perder o assunto.
Podia dizer o que sou, o que quero, o que desejo. Elevar-te ao pedestal em que te vejo. Não sou capaz, emudeço. Tanto por dizer, tanto por falar, fica na minha cabeça a engasgar, oprime o folgo, fecha-me a porta e acaba-me o assunto.
"Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?" SG
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Estupidez Épica
Tenho intenção de o dizer à eras. Tenho-me segurado, porém, sinto que agora é a altura certa.
Não prestas. Prometo que realmente não prestas. Tudo o que dizes é retardado. É como se o fizesses de propósito, simplesmente porque te agrada dizer merdas incorretas, sentares-te e ver a cabeça das pessoas explodir a partir da tua estupidez. És um parasita, a cada lugar que vais, destróis todos os neurónio usados pela humanidade para te entender, e depois de os destruíres, mudas de sítio para causar mais dano, até que todos os neurónios estejam efetivamente destruídos por ti, a imparável besta da estupidez. Ok, entendo que se fosse mentalmente diminuído como tu, faria a mesma coisa para diminuir a inteligência à minha volta até um ponto em que não me sentisse um excluído, mas FODA-SE, és um idiota!
Não consigo acreditar em quão estupido tu és. quero dizer. Estúpido como uma pedra bem dura. Estúpido como uma pedra dura e desidratada. Estúpido tão estúpido, que vai para além da estupidez que nós conhecemos para uma nova dimensão de estupidez. És trans-estúpido. Meta-estúpido. Estúpido colapsado em si próprio que até os neutrões colapsaram. Estúpido tão denso que nenhum intelecto consegue escapar. Singularmente estúpido. Sol quente flamejante de meio-dia em mercúrio estúpido. Emites mais estupidez num segundo que todo o universo num ano. Quasar estúpido. Tens que ser um Troll, ou outra qualquer criatura mística... Nada no nosso universo pode realmente ser tão estúpido! Talvez seja um fragmento primordial de estupidez do original Big-Bang de estúpido. Uma essência pura de uma estupidez tão incontaminada, tem que estar para além das leis da física que conhecemos. Desculpa, não consigo continuar. É uma epifania da estupidez para mim. Não tenho força suficiente que reste para lidar com as tuas questões ignorantes, comentários sobre merdas irrelevantes, ou tudo o resto que me apresentas.
Da próxima vez que questionares a opinião de alguém, observa as suas razões e não cries os teus miseráveis, injustificados, ilógicos e idiotas montes de merda a que chamas "razões" para o suportar.
Nunca ultrapassarei o embaraço de pertencer à mesma espécie que tu. És um monstro, um ogre, uma malformação. Vomito ao mínimo pensamento em ti. És tão atrativo como um corte de papel. Os leprosos evitam-te. És vil, imprestável, menos que nada. És uma erva daninha, um fungo, és a borra deste mundo. E já mencionei que cheiras mal?
Se não és um idiota, fazes um esforço imensurável em simular um. Tenta excluir o desnecessário do discurso com que tentas impressionar. A evidência de que és um estrume continuará acessível a todos, mas será mais rápido o seu acesso.
Sinto pena de ti. Talvez mais tarde na vida aprendas a ler, escrever, contar e consigas mais sucesso. É verdade, estas são ferramentas rudimentares que muitos de nós, pessoas "normais", temos como adquirido e nem para toda a gente é tão fácil dominar. Por vezes esquecemos que existem pessoas intelectualmente diminuídas neste mundo que encontram mais dificuldade. Se eu soubesse disto de antemão, nem sequer iniciava qualquer conversa... é como estacionar no lugar dos deficientes. Desejo-te a melhor sorte nas lutas emocionais e sociais, que parecem estar a causar-te tanta dificuldade.
Espero que isto ajude.
Não prestas. Prometo que realmente não prestas. Tudo o que dizes é retardado. É como se o fizesses de propósito, simplesmente porque te agrada dizer merdas incorretas, sentares-te e ver a cabeça das pessoas explodir a partir da tua estupidez. És um parasita, a cada lugar que vais, destróis todos os neurónio usados pela humanidade para te entender, e depois de os destruíres, mudas de sítio para causar mais dano, até que todos os neurónios estejam efetivamente destruídos por ti, a imparável besta da estupidez. Ok, entendo que se fosse mentalmente diminuído como tu, faria a mesma coisa para diminuir a inteligência à minha volta até um ponto em que não me sentisse um excluído, mas FODA-SE, és um idiota!
Não consigo acreditar em quão estupido tu és. quero dizer. Estúpido como uma pedra bem dura. Estúpido como uma pedra dura e desidratada. Estúpido tão estúpido, que vai para além da estupidez que nós conhecemos para uma nova dimensão de estupidez. És trans-estúpido. Meta-estúpido. Estúpido colapsado em si próprio que até os neutrões colapsaram. Estúpido tão denso que nenhum intelecto consegue escapar. Singularmente estúpido. Sol quente flamejante de meio-dia em mercúrio estúpido. Emites mais estupidez num segundo que todo o universo num ano. Quasar estúpido. Tens que ser um Troll, ou outra qualquer criatura mística... Nada no nosso universo pode realmente ser tão estúpido! Talvez seja um fragmento primordial de estupidez do original Big-Bang de estúpido. Uma essência pura de uma estupidez tão incontaminada, tem que estar para além das leis da física que conhecemos. Desculpa, não consigo continuar. É uma epifania da estupidez para mim. Não tenho força suficiente que reste para lidar com as tuas questões ignorantes, comentários sobre merdas irrelevantes, ou tudo o resto que me apresentas.
Da próxima vez que questionares a opinião de alguém, observa as suas razões e não cries os teus miseráveis, injustificados, ilógicos e idiotas montes de merda a que chamas "razões" para o suportar.
Nunca ultrapassarei o embaraço de pertencer à mesma espécie que tu. És um monstro, um ogre, uma malformação. Vomito ao mínimo pensamento em ti. És tão atrativo como um corte de papel. Os leprosos evitam-te. És vil, imprestável, menos que nada. És uma erva daninha, um fungo, és a borra deste mundo. E já mencionei que cheiras mal?
Se não és um idiota, fazes um esforço imensurável em simular um. Tenta excluir o desnecessário do discurso com que tentas impressionar. A evidência de que és um estrume continuará acessível a todos, mas será mais rápido o seu acesso.
Sinto pena de ti. Talvez mais tarde na vida aprendas a ler, escrever, contar e consigas mais sucesso. É verdade, estas são ferramentas rudimentares que muitos de nós, pessoas "normais", temos como adquirido e nem para toda a gente é tão fácil dominar. Por vezes esquecemos que existem pessoas intelectualmente diminuídas neste mundo que encontram mais dificuldade. Se eu soubesse disto de antemão, nem sequer iniciava qualquer conversa... é como estacionar no lugar dos deficientes. Desejo-te a melhor sorte nas lutas emocionais e sociais, que parecem estar a causar-te tanta dificuldade.
Espero que isto ajude.
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