Disse-te para não ires por aí.
Não te observei distante da realidade; apenas não quiseste o caminho que te apontei, lutaste contra ele, sem agressividade, perigo ou ameaça.
Porque te obrigo?
Porque me obrigam?
O comportamento desviante fere-nos a embalagem, mas que direito nos confere para limitar, controlar, reter contra a vontade? Que desvios são tão graves, que direção tão crítica existe, o que tão solenemente me permite retirar a tua liberdade...
Quando algo não nos agrada, a "nós", a quem é conferido o poder, responder com mordaça, mão pesada e chicote é o caminho. Tão cultural, tradicional, português, feudal...
Todo o poder é dado ao dominante e cabe à parte submissa obedecer por livre e espontânea vontade, realizando as tarefas e obedecendo a ordens. Ao menos que em BDSM podem ou não ter conotação sexual. O que sempre traria algo de agradável a este jogo preverso.
Mas aqui, neste portugal pequenino, mordaças são usadas para humilhar e castigar o "submisso" que não obedece. Grilhões toldam os seus movimentos, agudizam os sentidos e o desespero.
A maior parte das vezes observo-os, irrito-me, iro-me contra eles, contra a sua prepotente dominância.
Hoje, fui eu esse filho d' uma ganda Puta!
quarta-feira, 2 de março de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Popota 2.0
Via rebolar.
Os conflitos interiores manifestam-se, pois que agora começou a dar seus sinais de impaciência.
Ficou sujeita à maldição do ridículo; o seu estado era tido como indigno, como se fosse simulação e exagero. Úterino. Pocessão e Feitiçaria.
Eu. Impotente.
Que posso fazer a tanto sofrimento?
Não o entendo! Não sei de onde vem nem como lhe retirar o peso.
Rio. Algo que só a mim ajuda, e só a mim corroi.
Correctamente chamaste a minha atenção, e eu nada te consegui oferecer.
Ficaste no chão frio. Não te levantei. De nada fui capaz.
Os conflitos interiores manifestam-se, pois que agora começou a dar seus sinais de impaciência.
Ficou sujeita à maldição do ridículo; o seu estado era tido como indigno, como se fosse simulação e exagero. Úterino. Pocessão e Feitiçaria.
Eu. Impotente.
Que posso fazer a tanto sofrimento?
Não o entendo! Não sei de onde vem nem como lhe retirar o peso.
Rio. Algo que só a mim ajuda, e só a mim corroi.
Correctamente chamaste a minha atenção, e eu nada te consegui oferecer.
Ficaste no chão frio. Não te levantei. De nada fui capaz.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Edulcorante 951
O Sr. Luis falava-me da nova ordem mundial que iria ser obtida através do consumo de Canderel.
Um grupo elitista estava na sombra a preparar-se para dizimar 90% da espécie com base neste composto, que segundo ele é quimicamente muito parecido com o Prozac (será que ele sabe do que está a falar?).
Precisei de uma certa dose de Kompensan...
Avançando os vocábulos farmaceuticos.. Como não tinha o dito à mão, lá tive que engolir em meio ácido mais uma fantástica teoria da conspiração. Adorei... Cada bocadinho. Tudo quanto é mistura de stonehenge, maçons e o fim dos tempos me intriga e fascina. Agora dava por mim fascinado com tamanho "poder de associação".
Tinha que lhe dedicar toda a atenção. E assim o fiz enquanto destruía e via reconstruir cada aspecto discutido. Bem lhe tentava retirar o pesado temor de não estar nos 10%; em vão...
Está certo. Ouvimos falar de novas ordens mundias a cada segundo, por "bons" ou "maus" motivos. Cada um de nós quer ter a importancia de mudar o mundo, de ter a oportunidade de comandar a sua vida e a dos outros, fazendo um mundo "melhor", numa outra, sua, imagem. Os nossos líderes o sugerem, a nossa vontade é semelhante.
E no entanto, lá estava uma alma, do outro lado sentido-se por uma maneira indefesa, e por outra desejosa de estar nessa elite, nos que decidem quem vive ou morre, e de que forma, e quando.
Por vezes buscámos sentido onde não há, intenção onde não existe, razão para o que sentimos.
E poucas vezes o conteudo é menos importante que a forma.
Por isso talvez, apreciei esta estéril conversação. Vim embora, revigorado pelo debate, descansado na minha insignificância. Enaltecido pela simples companhia.
Um grupo elitista estava na sombra a preparar-se para dizimar 90% da espécie com base neste composto, que segundo ele é quimicamente muito parecido com o Prozac (será que ele sabe do que está a falar?).
Precisei de uma certa dose de Kompensan...
Avançando os vocábulos farmaceuticos.. Como não tinha o dito à mão, lá tive que engolir em meio ácido mais uma fantástica teoria da conspiração. Adorei... Cada bocadinho. Tudo quanto é mistura de stonehenge, maçons e o fim dos tempos me intriga e fascina. Agora dava por mim fascinado com tamanho "poder de associação".
Tinha que lhe dedicar toda a atenção. E assim o fiz enquanto destruía e via reconstruir cada aspecto discutido. Bem lhe tentava retirar o pesado temor de não estar nos 10%; em vão...
Está certo. Ouvimos falar de novas ordens mundias a cada segundo, por "bons" ou "maus" motivos. Cada um de nós quer ter a importancia de mudar o mundo, de ter a oportunidade de comandar a sua vida e a dos outros, fazendo um mundo "melhor", numa outra, sua, imagem. Os nossos líderes o sugerem, a nossa vontade é semelhante.
E no entanto, lá estava uma alma, do outro lado sentido-se por uma maneira indefesa, e por outra desejosa de estar nessa elite, nos que decidem quem vive ou morre, e de que forma, e quando.
Por vezes buscámos sentido onde não há, intenção onde não existe, razão para o que sentimos.
E poucas vezes o conteudo é menos importante que a forma.
Por isso talvez, apreciei esta estéril conversação. Vim embora, revigorado pelo debate, descansado na minha insignificância. Enaltecido pela simples companhia.
Intimo
A mudança é de pedra. Dura e pesada como os outros escolhos da vida. Ou escolhas.
Hoje, finalmente, dei um passo para o lado, arrisco-me a percorrer outro trilho. Não sei se o farei, ou se irei tropeçar e cair na mesma andança, mas fui determinado e fui por aí. Mete-me medo...
Hoje, finalmente, dei um passo para o lado, arrisco-me a percorrer outro trilho. Não sei se o farei, ou se irei tropeçar e cair na mesma andança, mas fui determinado e fui por aí. Mete-me medo...
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Época Festiva
Finalmente!! Finalmente chegamos àquela altura do ano... A atmosfera é mais aconchegante, o clima sente-se com outro estado de espirito, os problemas, por um pouquinho que seja, parecem desaparecer.
Adivinharam, é disso mesmo que vos vou falar, desta fantastica altura do ano a que chamamos: Férias.
Chega de ouvir as lamúrias da senhora que se quer auto-suicidar e que me faz estar na dúvida entre o meu auto-suicidio ou o dela... Tenho vontade de a auto-suicidar, não o faço, mas apetecia-me... Já pouco me afastava desse devaneio e finalmente paz; harmonia e mais uns quantos sinonimos habitualmente utilizados para nos referirmos à sensação de bem estar. Finalmente bem disposto...
A não ser... Essa miuda é um exagero!!!
Lá vem ela tirar o folego que resta, afastar os restantes pensamentos. Não tem jeito! É a covinha no rosto, o sorriso rasgado, o brilho no olhar. Tudo lhe é fêmea...
Estou em dificuldade. Sou um rapaz timido, inseguro às vezes, não consigo lidar com a ansia desta situação...
Finalmente atento a mim. As férias são mesmo o melhor do mundo.
Adivinharam, é disso mesmo que vos vou falar, desta fantastica altura do ano a que chamamos: Férias.
Chega de ouvir as lamúrias da senhora que se quer auto-suicidar e que me faz estar na dúvida entre o meu auto-suicidio ou o dela... Tenho vontade de a auto-suicidar, não o faço, mas apetecia-me... Já pouco me afastava desse devaneio e finalmente paz; harmonia e mais uns quantos sinonimos habitualmente utilizados para nos referirmos à sensação de bem estar. Finalmente bem disposto...
A não ser... Essa miuda é um exagero!!!
Lá vem ela tirar o folego que resta, afastar os restantes pensamentos. Não tem jeito! É a covinha no rosto, o sorriso rasgado, o brilho no olhar. Tudo lhe é fêmea...
Estou em dificuldade. Sou um rapaz timido, inseguro às vezes, não consigo lidar com a ansia desta situação...
Finalmente atento a mim. As férias são mesmo o melhor do mundo.
Prisão Psicótica
Estás preso. Privado das tuas liberdades, do teu espaço, ritmo e até da tua razão. Tudo te foi retirado.
Às vezes percebes, mais ou menos... angustias-te, sofres, revoltas-te, agrides.
Às vezes percebes, mais ou menos... angustias-te, sofres, revoltas-te, agrides.
Será o mundo uma prisão? Uma fortaleza gigantesca onde fomos condenados a pena de morte e aguardamos nos corredores da vida pela nossa sentença? Deuses impedidos de viver na sociedade. Fugitivos.
Sofres torturas pelos crimes que não compreendes. Chegas-me mutilado. Perdeste um membro e nem sabes se haverá um mundo além dos muros dessa prisão.
O teu mundo exterior é adverso e mesmo ameaçador... Inventa para ti a impossibilidade de felicidade fora dessa prisão psicótica!!
Foste embora.
Eu também iria.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
O doido encerado
Psicose é um quadro psicopatológico clássico (...) no qual se verifica certa "perda de contacto com a realidade". Nos períodos de crises mais intensas podem ocorrer alucinações ou delírios, desorganização psíquica que inclua pensamento desorganizado e/ou paranóide, acentuada inquietude psicomotora, sensações de angústia intensa e opressão, e insônia severa. Tal é frequentemente acompanhado por uma falta de "crítica" ou de "insight" que se traduz numa incapacidade de reconhecer o carácter estranho ou bizarro do comportamento. Desta forma surgem também, nos momentos de crise, dificuldades de interacção social e em cumprir normalmente as actividades de vida diária.
Para ponto de partida para esta reflexão tive que pesquisar por uma definição correcta e consensual, como é óbvio. E por isso fui à wikipedia copiar colar e aqui está.
Já agora alucinação é quando há um erro na Percepção (ou seja vê-se coisas, ouve-se coisas, sente-se coisas). E delírio é um erro do Pensamento (um construto mental que não está de acordo com a realidade: perseguição, ciume, megalomania...). Só para termos uma mesma noção, básica, do que estamos a falar.
Estamos mais que habituados a lidar com todo aquele doido varrido da nossa rua, da nossa aldeia. Não faz mal a ninguém, é apenas inconveniente e agressivo para as nossas mentes tão bem embaladas dentro da caixa. Mas qual o interesse de falar de doidos varridos? Varrer é do século passado, e já de meio... Que os há doidos, não varridos, mas bem compostos asseados e limpinhos que até brilham, mas que estão tão afastados da realidade, tão sem contacto como os outros.
O problema é que estes não carecem de tratamentos, não são internados, e têm implicações na nossa vida. Deixam tudo encerado, pouco importa se bem se mal, se interessa se não, ou se há coisas muito mais importantes a ter atenção. Já tentei ir ao delegado de saúde expor a situação, mas ele diz que não há solução para isso, e que se eu repetisse a brincadeira ele não ia gostar...
Continua a custar-me ainda assim conviver com com o doido encerado, diz faz decide coisas, que fazem tanto sentido como a pulseira do equilíbrio, a palmilha emagrecedora ou a pedra da felicidade. E o pior, é que tenho que relevar como em todos os outros, porque eles não têm crítica para a sua situação, não conseguem observar a bizarria de si próprios...
Perdoem, o homem esteve descomputorizado demasiado tempo.
Para ponto de partida para esta reflexão tive que pesquisar por uma definição correcta e consensual, como é óbvio. E por isso fui à wikipedia copiar colar e aqui está.
Já agora alucinação é quando há um erro na Percepção (ou seja vê-se coisas, ouve-se coisas, sente-se coisas). E delírio é um erro do Pensamento (um construto mental que não está de acordo com a realidade: perseguição, ciume, megalomania...). Só para termos uma mesma noção, básica, do que estamos a falar.
Estamos mais que habituados a lidar com todo aquele doido varrido da nossa rua, da nossa aldeia. Não faz mal a ninguém, é apenas inconveniente e agressivo para as nossas mentes tão bem embaladas dentro da caixa. Mas qual o interesse de falar de doidos varridos? Varrer é do século passado, e já de meio... Que os há doidos, não varridos, mas bem compostos asseados e limpinhos que até brilham, mas que estão tão afastados da realidade, tão sem contacto como os outros.
O problema é que estes não carecem de tratamentos, não são internados, e têm implicações na nossa vida. Deixam tudo encerado, pouco importa se bem se mal, se interessa se não, ou se há coisas muito mais importantes a ter atenção. Já tentei ir ao delegado de saúde expor a situação, mas ele diz que não há solução para isso, e que se eu repetisse a brincadeira ele não ia gostar...
Continua a custar-me ainda assim conviver com com o doido encerado, diz faz decide coisas, que fazem tanto sentido como a pulseira do equilíbrio, a palmilha emagrecedora ou a pedra da felicidade. E o pior, é que tenho que relevar como em todos os outros, porque eles não têm crítica para a sua situação, não conseguem observar a bizarria de si próprios...
Perdoem, o homem esteve descomputorizado demasiado tempo.
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